Home
Grimoire Tracker

XXVI: Estrela por estrela

Common card
5 points

Versículo 3:6 – Estrela por estrela

Sob um céu em chamas verdes, no mundo-trono do Rei Auryx, nossos mestres se abraçam.

Nós, a Colmeia, assistimos enquanto Savathûn põe seu braço em volta de Xivu Arath, Xivu Arath aperta antebraços com Auryx, e Auryx segura Savathûn pelo ombro. Eles são enormes, gigantes, e queimam com um poder furioso. No entanto, esse abraço é fraqueza, e nós o desprezamos.

Nós nunca havíamos desprezado nossos líderes antes. Será que eles fracassaram? Nós, a Colmeia, fomos afastados, mundo por mundo.

— Estou no meu fim — Savathûn diz. — Eu planejo e tramo, mas não consigo derramar sangue o suficiente para alimentar o meu verme. Quanto mais eu tento, mais faminto ele se torna.

— Eu mato e trucido, — Xivu Arath diz — mas quanto mais eu luto, mais o meu verme demanda. Eu também estou no meu fim.

— Os anjos bélicos da Ecúmena me mataram tantas vezes — diz Auryx —, que eu não me atrevo a sair pelo universo, com receio de que eu tenha que usar minhas forças para proteger a mim mesmo. Meu verme mastiga a minha alma, faminto.

Será este o fim da nossa cruzada? Somos nós, a Colmeia, indignos de existir?

Xivu Arath baixa sua grande cabeça:

— Nós deveríamos recuar e recuperar as nossas forças.

Savathûn fecha seus olhos com um ar confuso de derrota:

— Deveríamos implorar para o nosso deus Verme nos dizer o que fazer.

No entanto, o Rei Auryx, que conhece melhor a beleza da forma final, urra com elas:

— Vocês não aprenderam nada? Vocês rejeitariam o nosso propósito? O que quer que façamos, faremos através da chacina, através de um ato de guerra e força. Esse é o árbitro final ao qual servimos, e se dermos as costas a esse árbitro violento, então mereceremos ser devorados. Não! Nós devemos obedecer às nossas naturezas. Devemos ser pensadores, e astutos, e fortes. Devemos aceitar este presente que o nosso deus Verme nos deu, este desafio, e encontrar uma maneira de continuar existindo!

— Como iremos alimentar os nossos vermes? — Xivu Arath pergunta.

— Eu sei — diz a astuta Savathûn. — Eu sei uma maneira. Mas não vai funcionar a menos que matemos bilhões de Ecumênicos. Como podemos derrotá-los?

— Se não pudermos superar as forças deles, — diz Xivu Arath — devemos infectar as suas fraquezas. No entanto, eles são mestres da matéria e das leis da física.

— Eu sei uma maneira, — o Rei Auryx diz — mas vamos precisar de mais poder. Mais do que qualquer um de nós pode ter.

— Então me mate, — diz Xivu Arath — e utilize aquela lógica da matança; o poder que você comprova matando algo poderoso como eu.

Então o Rei Auryx empunhou sua espada e decapitou Xivu Arath.

— E me estrangule — diz Savathûn, segurando uma lâmina atrás dela. — Utilize aquela lógica da matança; a astúcia que você comprova matando algo inteligente como eu.

Porém, o Rei Auryx virou-se com a força e rapidez de Xivu Arath, e decapitou Savathûn antes que ela pudesse se mover. O Rei Auryx foi o Primeiro Navegador, com o mapa da morte.

Estas foram mortes verdadeiras, pois elas aconteceram no mundo da espada.

Então, ele foi até o Verme chamado Akka.