Versículo 3:8 – Rei das formas
Esta é a coroação de Oryx, o Rei dos Possuídos. Ela acontece assim.
No abismo frígido do mundo da espada, o Rei Auryx andou sob um manto de fogo verde. Ele andou através do céu, e o céu estremeceu e congelou sob os seus pés. Ele andou até encontrar Akka, o Verme dos Segredos, que estava negando uma verdade até que ela se tornou uma mentira.
— Akka, meu deus, Verme dos Segredos. Eu sou Auryx, único rei da Colmeia. Eu vim para receber um segredo. Eu quero o poder secreto da Profundeza, o qual você guarda.
— Eu não dou segredo algum — Akka disse com uma voz codificada.
— Não — disse Auryx — você não dá nada. Doação é coisa do Céu. Você venera a Profundeza, e ela pede que tomemos aquilo que precisarmos.
Akka não disse nada, pois se negasse esta verdade, a verdade poderia tornar-se falsa.
— Mas você nos deu suas larvas, os vermes — Auryx disse — e é por isso que os vermes nos devoram agora: porque eles foram dados, não tomados. Então eu tenho que tomar de você aquilo que eu preciso, apesar de você ser o meu deus.
— Você não possui a força para isso — disse Akka.
Porém, isso era uma mentira. Auryx havia matado suas irmãs Savathûn e Xivu Arath, e ele possuía a lógica da espada da matança delas.
Auryx, o Primeiro Navegador, avançou em direção ao seu deus com sua espada em mãos, cortou Akka em pedaços, e arrancou dos pedaços o segredo de como invocar a Profundeza. Ele escreveu este segredo em uma série de tábulas, as quais chamou de Tábulas da Ruína, e as carregou em sua cintura.
Então, Auryx disse:
— Agora eu posso falar com a Profundeza, a bela forma final. Eu serei o Rei das Formas. Eu vou aprender todos os segredos do nosso destino.
Seu discurso à Profundeza não está registrado aqui, mas sabe-se que ele retornou, e disse:
— Eu agora sou Oryx, o Rei dos Possuídos, e tenho o poder de possuir a vida e torná-la minha.
Então ele saiu pelo universo, e lutou contra a Ecúmena com as suas Tábulas. O Verme, seu deus, ficou satisfeito.