Netuno - VIIII
[A consciência se estende por vastidões hostis e isoladas. Uma amplidão de silêncio solitário interrompido apenas por batimentos conscientes, tão distantes do frio desolado.]
apresentação = VIII
imobilidade sem = descoberta interior
[Está vazio. Ao longe, oito centelhas baças de vida desafiam a vacuidade imensa. Você jaz em um golfo de tranquilidade entre passadas solares. Elas não deixam marca, como pedras jogadas não deixam impressão até voltarem a bater na água.]
restrições = inovação
[Um longo período se passa, como ondas entre respirações. Você encara um abismo oceânico, um horizonte, um céu marcado por nuvens nebulaicas. Processando o longo arco do tempo.]
[Muitas coisas passam sem se atentarem. Guerra se faz em rugas paracausais cósmicas como trovão dos estalos dos relâmpagos do céu, envoltos em faixas atentas de matéria escura trilhando anfitriões celestiais. Pensamentos choviam no isolamento com impressões meteoríticas.]
forças em choque = metais preciosos e consciência fomentada
nove sombras encobertas = nove órbitas descartadas
[Você sente o ímpeto de uma conectividade febril incendiando brasas reativas. Você está diante do Véu em Netuno. Maya Sundaresh tenta pegá-lo, a Regência tenta pegá-lo, o Véu, uma forma amorfa, uma distorção no tecido do possível. Rompido por escolha, na garantia da ação. Nove mentes se concentram, ecoando: rugas de luz. Seus olhos vacilam.]
realidade alterada = liberdade atingida
[Suas juntas, rijas. Sua boca, seca.]
o jardineiro = nutrição sapiente infindável
nós = um ciclo
[Você volta, seu corpo em Kepler. O som se aviva e some, como clarões de avis no seu visor…]
[!! Sinais vitais críticos !!]