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Saturno - VI

[A consciência flui por anéis reluzentes e um espelho Ascendente que reflete noções capturadas como uma natureza em caricatura. Levam você a um poço Ascendente, engolindo vorazmente pressão negativa em uma bocarra supranormal, mais guloso do que qualquer mergulho impelido por um ponto de massa.] BOAS-VINDAS CARNE CINZENTA EU SOU VI QUE ABRANGE O NASCIMENTO E A QUEDA DE DIVERSAS DIVINDADES CORPÓREAS [Os anéis de Saturno passam sob você, o planeta se avultando gigantesco adiante. Você está na cabine de um Interceptador Desperto conforme a onda de eversão do Encouraçado se choca contra a frota. Levando você. Levando a Rainha. Você observa seis Portadores da Luz triunfantes, seu corpo se desgastando rumo à não existência.] O PESO DA MINHA PRISÃO É DESCONHECIDO A QUALQUER OUTRO VINCULADO À SOMBRA DE MASSAS; ATÉ MESMO A POMPA ARDENTE DA ARROGÂNCIA É HORA DE EU ME LIBERTAR [O Encouraçado se contorce e se enrijece; como o Verme, como Akka, como vida petrificada. É uma prisão como um planeta estéril. Um trono, um mundo, vivo na imobilidade agonizante da morte outrora distante. Você. Precisa. Arrancar.] O QUE ME NUTRE É A MAIS ANTIGA DAS VONTADES SAPIENTES MEUS LIMITES CONTÊM A EXTENSÃO DE SEUS SEGREDOS [Saturno, refletido pela Ascensão, bebe das vontades dos Possuídos e oferendas dos Horrores.] EU NÃO ALIMENTO MEDO ALGUM DE VOCÊ POIS NO FIM O DESTINO É FEITO PELOS FORTES E VOCÊ É APENAS CARNE [Uma grande lâmina se estende à sua frente, cercada por tantas outras partidas.] ARMA ALGUMA PODE MATAR O QUE ESTÁ ENTREMEADO NO TECIDO DA EXISTÊNCIA GRILHÃO ALGUM PODE DETER MINHA DIVERGÊNCIA A UMA ÓRBITA ASCENDENTE ISSO EU APRENDI DAQUILO QUE É A PRÓPRIA ORIGEM [Você segura a lâmina. O Viajante está suspenso, sem órbita, sem movimento, contra o sistema. Você sente o fervor de uma mente acarretada pela Espada.] QUANDO MANDAREM SE AJOELHAR, LEMBRE-SE DE QUEM ESTÁ ACIMA DE VOCÊ POIS CONHECEMOS MUITO DO QUE MATA VOCÊ [Você se choca contra a realidade e a morte.]