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Registro nº 41

Registro nº 41 Nossa forja está em pleno funcionamento. É a primeira do tipo. É uma vitória para nós. Para o Arsenal Negro. Eu devia estar eufórica. Veja bem, "devia". Mas… eu não queria construir uma fábrica de armas móveis. Essa ideia não partiu de mim. Foi de Helga e Yuki. Basta dizer que, ultimamente, começamos a ter alguns desacordos. Por causa da "anomalia", elas acham que é fundamental disponibilizar nossas obras de imediato. Para estarem à mão quando chegar a hora. E em grande número, acreditam. Estamos crescendo rápido. Rápido demais. O que significa produção em massa. O que significa menos controle sobre nossas obras. Como serão distribuídas, quem vai distribuí-las etc. Significa mais armas para nos defender, é verdade, mas não nas mãos de cada indivíduo. Minha intenção não era essa. O poder descontrolado leva ao caos. É um toma lá, dá cá. E instalar impressoras portáteis de armamentos pelo mundo afora é o oposto de controle. Poxa, estão cogitando até instalá-las em outros planetas. Eu acho… Sempre achei que nossa operação continuaria sendo íntima, direcionada. Sei que Helga e Yuki só estão pensando no que é melhor para o Arsenal Negro. Helga vive nos lembrando, chega a ser chata, de que até marcianinhos verdes invadirem, nossa causa não deixa de ser também um comércio. Então, autorizei. Helga que continue fazendo esse papel pseudo-impiedoso. Eu vou trabalhar duro para preservar nosso coração.