REGISTRO 11 - Mau humor
A página está empesteada de mofo e da impressão de uma memória…
A experiência se infiltra do mundo para sua mente aberta…
PELOS OLHOS DE KATABASE…
Não deu certo. Sinceramente, nem sei se Qinziq conseguiu terminar o que estava fazendo. Gilly disse que levou dias para encontrar um lugar seguro onde me trazer de volta. O grandalhão que os outros seguem estava caçando ele.
Me dou a tarefa de sepultar os corpos Cabais. O custo é alto, e eu não encontro todos.
Tentamos ficar escondidos, usando os barracos de contrabandista onde guardei bolsas de sobrevivência pela nave.
Basta que um deles te veja.
Tenho prestado atenção pelo que penso ser um mês… três meses. As ondas são aleatórias. Quando uma chega, ela reorganiza pedaços da nave, e eu tenho que aprender o caminho de novo.
Gilgamesh está ficando mais distante. Falando menos. Ele some por dias de cada vez. Até agora, ele sempre volta.
Quando eu morro, sonho com uma Cidade queimando. Sonhos na morte são novidade. Quando eu acordo, não sei quanto tempo passou. Gilly… não me diz.
Já houve cem vidas entre esta e a última de que me lembro.
Vivo numa necrópole.
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Estou vivo. E velho.
"Levanta." A voz de Gilly é fina.
"Por quê? Não tem nada para fazer a não ser passar fome."
"Já está desistindo de novo? Prefere que eu deixe você aqui?"
Eu rolo para encará-lo. "Não estou desistindo. Só… pega minha Luz e guarda até… até ter uma saída."
"Quer saber, eu achava que nós éramos a saída — nós dois, juntos. Mas estamos só presos em mais um ciclo."
"Não tem nada para comer, Gil. Você não sente o vazio roendo por dentro. Promete que vai me deixar em paz até termos saído."
Gilgamesh olha para mim por um longo tempo sem falar. Fecho os olhos.
"Eu prometo."
GARRANCHO FRENÉTICO NAS MARGENS DIZ: Labirinto de dutos de ventilação. Tá em algum lugar lá dentro. Aquela merda de fungo tá sempre bloqueando meu caminho.