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XIII. A Curinga

Sou Atraks, a Curinga, e fui incumbida por minha Kell de falar à juventude Eliksni. Àqueles que, como eu, só conhecem a vida nômade, que não têm lembranças de Riis, só ouviram de seus anciões histórias de cidades gloriosas cobertas por um céu verde radiante. Os mesmos anciões que se queixam de nunca termos experimentado a paz verdadeira, paz que só existe sob a sombra da Grande Máquina. Cá pra mim, eu comemoro! Agradeço profundamente ao Redemoinho por ter cortado esses laços antes que eu me enredasse também! Dizem que, naquele dia, a destruição se abateu sobre nós. Mas e se foi a salvação? Dizem que tivemos azar de nascer nas trevas do espaço sideral, mas nós nascemos livres! Dizem que nos falta Luz para enxergar direito, mas quando abrimos os olhos pela primeira vez, vimos desimpedida toda a vastidão do universo. Então, por que deixamos cegos nostálgicos ditarem o caminho? Por que carregamos seus sonhos defuntos? Eles deram as costas para o futuro! Pois que deem! Assim, fica mais fácil derrubá-los e terminar a metamorfose iniciada tanto tempo atrás. Aí, então, vocês se juntarão a nós na Riis Renascida.