Europa – 6
"Como eles conseguiram arrancar as próprias cabeças?", interpôs São-14. "Não faz sentido. Eles morreriam antes de terminarem."
"Bom", respondeu Centelha, "eles podem ter construído algum tipo de dispositivo. Uma guilhotina, talvez?"
São-14 ergueu as mãos enormes. "Já vi muitas cabeças decepadas. Algumas eu mesmo arranquei. Mas nunca vi ninguém arrancar a própria cabeça, nem mesmo um Exo."
"Respeito seu comprometimento com esta pesquisa", ressaltou Geppetto, "mas, infelizmente, não existem provas que corroborem as suas afirmações."
O porta-fantasma de Centelha se envergou. "E as semelhanças entre todas as vezes que eles foram vistos?"
"Ah", bufou São-14. "O povo fala muito. Você tinha que ver o que os Eliksni falam de mim…" Olhando para o chão, ele raspou os pés contra o piso. "Nem tudo que dizem é verdade."
"Que bom que você está tirando um tempo para descansar", apontou Geppetto, balançando animadoramente. "Depois de tudo o que você e o irmão Corvo passaram, é um descanso mais do que merecido. Só evite… criar expectativas."