Epílogo
"Foi tudo levado para uma câmara designada por Ikora para ser inspecionado depois", relatou Centelha. "Ela acha que as espadas da Colmeia podem ser reais, então vai enviar alguém para investigar o mercado onde os jovens compraram tudo."
"Por que você não me chamou?", perguntou o Corvo de braços cruzados, recostado na velha bancada da oficina de Amanda. Centelha flutuava na frente dele.
"Você anda ocupado, e eu não queria desperdiçar seu tempo com o que parecia ser uma brincadeira…"
"Eu nunca tô ocupado demais para você, Centelha", disse o Corvo com sinceridade em cada palavra. A carapaça de Centelha murchou um pouco em resposta. "Eles ficaram bem, pelo menos?"
"Acho que sim", respondeu Centelha. "Na medida do possível, depois de tudo o que aconteceu… Acho que só precisavam conversar com alguém."
O Corvo olhou para Centelha por um momento.
"Vem cá", disse o Corvo com a mão estendida para que Centelha flutuasse na direção dela. Ele obedeceu e se surpreendeu quando o Corvo o puxou para um abraço apertado. "Me desculpa por não estar te dando atenção. Eu vou melhorar. Prometo."
"Tá", Centelha respondeu, encostando na capa do Corvo. Eles permaneceram assim por um momento.