Capítulo 5
Os jovens estavam parados formando um círculo. No centro, havia uma abóbora sobre um símbolo complexo feito com pinceladas incertas e borrões causados pela tentativa de corrigir erros.
"Para de se mexer, Nirysk", a jovem Eliksni murmurou, apertando a mão do colega. "O Cash e a Rhea estão calmos."
"Eu não estou me mexendo", disse Nirysk, pegando a mão de Cash.
"Se você estiver com medo, pode ir embora. A gente consegue sozinho…"
"Melii, eu estou bem", respondeu Nirysk, cortando o assunto.
"Todo mundo pronto?", perguntou Rhea. Todos assentiram. Com uma das mãos, ela segurou o livro que estava folheando quando Centelha chegou. As palavras que eles proferiram não pareciam fazer sentido, apesar de Centelha reconhecer algumas. Ele se aproximou do altar para tentar examinar o relicário… mas não conseguiu.
Confuso, Centelha tentou novamente. Nada aconteceu. Seus sensores estavam travados. Ele não conseguiria nem pedir socorro para a Vanguarda.
Um brilho violeta surgiu em sua visão periférica, chamando a atenção. Ele se virou e, surpreso, viu que vinha dos olhos e da boca da abóbora.