The Grimoire Archive
Grimório Rastreador Livros

Canção para a Faca

Um chamado dos aposentos vazios Da boca dos fracos e insignificantes Toquem nas profundezas, irmãos Toquem nas profundezas, primos Possuídos pelo Rei em meio a inúmeras estrelas Reformados e deixados à deriva Éramos nada Somos nada Seremos nada Levantem suas vozes mudas Levantem seus braços em sinais de oração Conseguem sentir a coagulação na escuridão mais profunda? Uma nova forma para o deus Multipliquem sua nulidade Expandam o nada do seu coração A cada anoitecer, a cada escurecer Deixem a vacância chamar um novo ocupante Nosso pedido exige resposta Nossa abjeção cria maestria Nossa embarcação desprovida de piloto Demanda a mão de um comandante Éramos nada Somos nada Seremos nada A repetição é o que nos guia Habituem-se com a oração Realizem rituais, irmãos Profiram a liturgia, primos E sintam o chamado do trono do Rei Conforme a poeira dá forma às estrelas Uma nova voz surge do mar de gritos Ela responde à nossa crença Reage à nossa canção Nosso naufrágio largado à deriva Será guiado até a costa Éramos nada! Comandai-nos! Somos nada! Comandai-nos! Seremos nada! Comandai-nos! Oh, nova voz muda na treva Sede a nossa vontade, nossa guia, nosso rei Comandai-nos!