Sloane: Superintendente
A Subcomandante Sloane ficou olhando o esquife da Vanguarda sobrecarregado mergulhar para perto das ondas. "Cuidado!" exclamou ela no comunicador, e a nave se endireitou. "É metano líquido lá embaixo e, se ele não matar você, o Leviatã vai."
"Fala sério, nem tem Leviatã", retrucou o piloto. Ele era um garoto qualquer da Cidade que não poderia ter mais de 17 anos. "E, se isso é metano, como é que você não tá de capacete?"
Sloane sorriu. Ela não estava acostumada com pessoas retrucando. "Porque eu me hidrato, vida-curta", respondeu Sloane e desligou o comunicador.
Um Ketch dos Decaídos passou berrando acima e Sloane estava na passarela do lado de fora da plataforma num instante. Ela gritou para que os homens no convés se escondessem longe da carga, enquanto pegava o fuzil de batedor e se ajoelhava.
Os primeiros Rebaixados estavam mortos antes de tocar o chão, mas os ventos que castigavam os mares lançaram os tiros para longe. Ela concluiu que o grupo de abordagem iria atrás da nave de carga em vez dos tripulantes, e então girou para ter linha de visão da nave, mas as coisas correram para os suprimentos.
Ela praguejou e saltou sobre o corrimão, pousando como um clarão de relâmpago. O fone de Sloane ganhou vida. "Vigília da Sereia, aqui é o transporte de suprimentos Ferrão de Viena procurando um lugar para pousar."
"Plataforma cinco, lado sul!" gritou ela mais alto que o fuzil. "Descarregue o que você trouxe e uma equipe de suprimento estará aí num minuto."
Sloane apagou mais dois Rebaixados e os motores do Ketch passaram de um rugido a um ganido. Uma salva nada empolgada de tiros de fuzil condutor atingiram a plataforma a partir do Ketch, que então partiu.
Sloane chamou a equipe. Nenhuma baixa, nada levado além de dois caixotes de suprimentos frescos. Ela mandou a equipe para a plataforma de pouso seguinte e começou a subir a longa escadaria até o poleiro.
Eles não tinham atacado enquanto os humanos embarcaram a tecnologia da Era Dourada para voltar à Cidade. Queriam suprimentos. Estavam indo embora.
Sloane fitou a Pirâmide no céu e franziu o cenho.
A porta do escritório se fechou e selou com um sibilo. Uma suave luz azul garantia que era hermético. Sloane atravessou o aposento para contemplar o mar pelo buraco aberto no lado dela da plataforma marítima.