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Krill

TIPO: DIÁRIO MÉDICO PARTICULAR ENVOLVIDOS: Um [1] tipo Fantasma, designação Krill ASSOCIAÇÕES: Luz; Colmeia Luzente //TEXTO DECODIFICADO// //SEGUE A TRANSCRIÇÃO// Ubartu-ana me culpa. Ele insistiu em me chamar de Krill quando nos falamos pela primeira vez, alegando que eu sou tão pequeno e inútil quanto as pestes fracas das quais a Colmeia evoluiu. Ele é cruel e desconfiado por natureza, mas esses são péssimos atributos para um médico. Ainda assim, envenenamento é uma hipótese lógica — e ignorante — para o problema. Os pacientes relatam diversos sintomas: mudanças de humor, dores de cabeça e insônia. O sintoma principal ainda são os nódulos. Não quero chamá-los de "tumores", pois não há sinais de metástase. Afinal, é preciso usar a terminologia adequada. —- Após uma cirurgia exploratória inábil nos meus mecanismos internos, Ubartu-ana parece convencido de que eu não sou algum tipo de cavalo de Troia. Seria irônico, não? Fantasmas enviados para resgatar a Colmeia da morte para depois dizimarem a raça com a dispersão de partículas patogênicas em vez de Luz. Como eu já disse: ignorante. —- Fiz a biópsia de uns doze nódulos. Nenhum resultado foi esclarecedor. As massas internas são primitivas, protoplásmicas — pouco mais que fluídos intersticiais e aminoácidos proteolíticos. Uma sopa primordial, como dizem os humanos. Não havia sinais de infecção, mas o curioso é que o revestimento desses "cistos", na falta de um termo melhor, parece ser saturado de células imunes. Será necessário fazer mais biópsias. —- Um avanço incrível! A biópsia 37 gerou resultados agressivos. Perfurei um cisto e, em vez de fluído, o que saiu foi vida! Um artrópode alado me atacou — defendendo seu hospedeiro, eu acho! Sobrou pouco do corpo após ele ser destruído, mas parece ser mais um construto de energia do que algo feito de pele e osso. Pretendo capturar o próximo espécime com vida para realizar uma vivissecção. —- Confirmado: os artrópodes alados, apesar de sua estrutura de energia, também contêm células da Colmeia! Minha teoria é de que a fisiologia da Colmeia, sem costume de ser exposta à Luz, está tentando isolá-la como faria com uma infecção. O estruturamento da Luz organiza o sebo descartado no interior e o transforma em células imaginais, dando início a um tipo de metamorfose completa. Incrível. Os próprios corpos da Colmeia transformam a Luz em um parasita! Que adaptação extraordinária! —- Estão parabenizando Ubartu-ana pela descoberta "dele". Agora, eu percebo a verdadeira poesia do meu nome: tudo o que ele tem de valor vem de mim.