SIM
[Relatório via roteador criptografado da VanNet.]
Um lapso. Dessa vez não surgiu nada significativo no nosso trabalho além de uma afirmação vaga. Talvez eu tenha interpretado mal os resultados.
[Anotações pessoais, talhadas a faca em couro da Colmeia.]
"Sim." Ela aprova o meu interesse. Ela me encoraja. Quando a Treva chama você, convém recuar. Mas eu não recuo. A aprovação… me entusiasma. Será que já estou sob o poder dela? Seria uma declaração de seu triunfo?
Quando eu era Guardiã, fiz uma expedição de mergulho para resgatar despojos em um submarino antiquíssimo. Mergulhamos tão fundo que o próprio ar era inebriante. Hipnotizados pela nossa própria beleza, ficamos encarando os capacetes um do outro, embriagados na distância que nos separava do resto do mundo. Mas quando voltamos à superfície…
Agonia pura.
Estou sentindo agora essa pressão das profundezas. Sinto dor nos dedos e nos ouvidos. O entusiasmo do inimigo me apavora. Ele não cede; sob hipótese alguma ele cede. Os Decaídos chamam isso de "a habilidade incrível de se esquivar de ser roubado." Ele só toma. Esse SIM quer dizer que ele já tomou algo de mim – o que mais seria?
Minha rota já está traçada. Não disse nada a Zavala. Assumo sozinha esse peso, na esperança de ajudar os outros.
[pequeno espaço]
…a sumeriana voltou, finalmente. Ela encontrou um jardim arcológico em Titã. No manifest… abacaxi! Abacaxis existem mesmo!
Ela é uma potência, essa Guardiã. Mas há muitos que são tão igualmente brilhantes – ou mais. O que faz a diferença é a perseverança. Veremos se ela vai perseverar. Eu mandei que ela fosse me buscar sementes de abacaxi.
O nome dela é Enina. Ela tem olhos brancos e inocentes.
Não vou desistir do meu trabalho. Não até que eu coma arroz frito com abacaxi e passas. E não até que eu saiba exatamente o que está por vir.